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A realização de análises após o tratamento de efluentes hospitalares é essencial para descobrir exatamente se os hospitais estão despejando elementos contaminados no meio ambiente.

A cada dia, a consciência ambiental tem conquistado espaço e representatividade no mercado hospitalar em todo o país.

Isso acontece em função da crescente preocupação com a conservação da natureza. Essa questão recebe ainda mais atenção pelos recentes casos de utilização indiscriminada e irregular dos recursos naturais.

Ano após ano, essas situações têm exibido taxas cada vez mais fortes de poluição, destruição natural e desrespeito às leis.

Sendo assim, esse desmazelo com os recursos naturais tende a gerar escassez de elementos fundamentais para a vida humana. Por causa disto, a manutenção dos recursos hídricos tem resultado em leis severas e fiscalização dos órgãos responsáveis.

Por isso, é essencial que os empreendimentos executem adequadamente as análises necessárias para o tratamento de efluentes hospitalares.

Para ter noção da relevância deste tipo de ação sustentável, confira todos os dados a seguir.

Qual a importância das análises necessárias para o tratamento de efluentes hospitalares?

As análises necessárias para o tratamento de efluentes hospitalares e, consequentemente, o tratamento propriamente dito é de vital importância.

Sobretudo para os moradores próximos aos locais de tratamentos ou unidades hospitalares.

Isso porque esses ambientes correm alto risco de contaminação, além de oportunizar que os efluentes sejam direcionados para o lugar adequado. Sendo assim, a contaminação poderia se expandir para uma região muito maior, gerando problemas de saúde em milhares de pessoas.

É essencial destacar que as análises necessárias para o tratamento de efluentes hospitalares ainda ajudam a cuidar da natureza. Afinal, esses elementos químicos também impactam o quesito sustentável, provocando desgaste na terra, nas plantas e tantos outros prejuízos ambientais.

Com que frequência deve-se realizar a análise de efluentes?

As análises necessárias para o tratamento de efluentes hospitalares precisam ser realizadas sempre que ocorrer algum tipo de despensa. Seja ele na rede de esgoto ou em algum manancial. A periodicidade é determinada pelas entidades regulamentadoras através de licenças ambientais e parâmetros adotados.

O tratamento dos efluentes hospitalares pode ser realizado em locais de tratamentos especializados que contam com maquinário especial. Isso porque todos os resíduos mais densos são prejudiciais ao bem estar humano e necessitam ser eliminados.

Desta maneira, se torna possível que os Sistemas de Tratamento possam anular toda a carga química de medicamentos e outros contaminantes previamente dispensados.

Quais são os parâmetros para a análise de efluentes hospitalares?

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estabelece as condições e os padrões para o lançamento de efluentes hospitalares.

Uma análise desses efluentes leva em consideração parâmetros físico-químicos, que determinam o pH, a condutividade elétrica, a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e a Demanda Química de Oxigênio (DQO).

PH

Com base na Resolução 357/2005 do CONAMA, os efluentes deverão conter pH entre 5,0 e 9,0 para seu devido descarte, uma vez que os extremos desta faixa podem alterar a fisiologia de animais e vegetais aquáticos.

Condutividade elétrica

A condutividade está relacionada com a quantidade de íons presentes na água, o que favorece a passagem de corrente elétrica. Quando em excesso pode significar o risco de salinização dos corpos d´água que recebem o efluente sem tratamento.

Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)

A DBO avalia a quantidade de oxigênio dissolvido (OD), que será consumida na oxidação biológica da matéria orgânica. Através da DBO se estima a carga orgânica de corpos d’água, de efluentes, e a necessidade de aeração para degradá-la em estações de tratamento de esgoto.

Demanda Química de Oxigênio (DQO)

DQO é a quantidade de oxigênio consumido na oxidação química da matéria orgânica existente na água, medida em teste específico. A DQO pode reduzir os níveis de oxigênio, afetando assim a sobrevivência dos organismos aquáticos.

Coliformes termotolerantes

Os coliformes termotolerantes, um subgrupo das bactérias do grupo coliformes, são capazes de fermentar a lactose, tendo como principal representante a Escherichia coli, de origem exclusivamente fecal, visto que ela é encontrada normalmente no trato intestinal de humanos e outros animais de sangue quente.

Metais pesados

Outro parâmetro analisado é a ocorrência de metais pesados, pois estes podem ser encontrados tendo como origem o setor de radio-imagem e o laboratorial. Em virtude de seus riscos fisiológicos, o chumbo é permissivo em 0,5mg/L, o níquel em 2,0mg/L e o cádmio em 0,2mg/L nas águas residuárias.

Quais são os principais tratamentos para efluentes hospitalares?

Tratamento biológico

Os efluentes sanitários, de lavanderia, caixas de contenção de tanques aéreos  e efluentes de caixa de gordura devem ser submetidos a este processo. Vista como uma opção bem mais barata e eficaz para a eliminação dos agentes orgânicos, esse procedimento conta com atuação de algas, protozoários e bactérias.

Essa eliminação pode se suceder com tratamento biológico. No fim, o efluente que recebeu a devida atenção tende voltar aos rios ou reutilização para outros fins.

Tratamento físico-químico

De maneira geral, esse procedimento é encarado como uma maneira de complementar o tratamento biológico. Essa alternativa é adotada para retirar a poluição que não tem como ser descartada com agentes biológicos habituais.

É também recomendado para diminuir a carga orgânica antes do tratamento biológico. Hoje em dia, esse método é muito comum nos empreendimentos têxteis, curtumes e celulose. O objetivo é acabar com itens inorgânicos, insolúveis, metais pesados e não biodegradáveis.

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