Quais os parâmetros das análises de agentes químicos e biológicos?
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Análise de agentes químicos na prevenção de riscos ocupacionais
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Análise de agentes biológicos para áreas de risco químico

Os Agentes biológicos são microrganismos, endoparasitas humanos, culturas de células, inclusive os que são modificados geneticamente. Os agentes biológicos podem provocar alergias, intoxicações e infecções. A análise de agentes biológicos para áreas de risco químico é fundamental para indústrias de alimentação, limpeza pública, laboratório, hospitais, entre outros.

Os principais agentes biológicos são vírus, fungos, parasitas, bactérias, bacilos e protozoários. Estes agentes provocam diversas doenças como: febre amarela, tuberculosa, malária, brucelose, etc. As empresas devem realizar análise frequentemente e tomar medidas preventivas de higiene e segurança para reduzir e até a evitar a exposição dos colaboradores.

Nocividade dos agentes biológicos

Os agentes biológicos podem causar alergias, intoxicações e infecções.

As alergias podem ser causadas por pólen, penas, pelos e peles de animal, fungos, matéria orgânica morta e bactérias e suas toxinas. As alergias causam desconforto, mal-estar, onde as defesas do organismo têm sua sensibilidade aumentada e reagem a proteínas não humanas.

As intoxicações são provocadas por fungos que crescem nos alimentos e em fontes de água natural. Já as infecções invadem as células do corpo e produzem toxinas.

Classificação dos agentes biológicos

A classificação dos agentes biológicos é baseada nas avaliações dos riscos que os agentes oferecem aos colaboradores, ao meio ambiente e à comunidade em geral.

Cada país adota um tipo de classificação. O Brasil usava a classificação internacional dos Center for Disease Control (CDC), Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (INSERM) e National Institute of Health (NIH) até 1995. Essas classificações usavam os mesmos critérios de avaliação de risco.

A partir de 1995, o Ministério de Ciência e Tecnologia criou a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, por meio da Lei nº. 8.974 e do Decreto nº. 1.752. As instruções normativas normatizaram e gerenciar o trabalho com organismos geneticamente modificados. Em 2004, a Comissão de Biossegurança em Saúde, pela Instrução Normativa n.07, os agentes biológicos animais e humanos foram divididos em classes de risco, conforme vários critérios:

  •         patogenicidade,
  •         alteração genética ou recombinação gênica;
  •         estabilidade;
  •         virulência;
  •         modo de transmissão;
  •         endemicidade;
  •         consequências epidemiológicas;
  •         disponibilidade de medidas profiláticas;
  •         tratamento eficaz.

Classe de risco 1

Os agentes biológicos dessa classe apresentam baixa probabilidade de provocar doenças como infecções em animais ou homens. Exemplo: Bacillus subtilis, E. coli.

Classe de risco 2

Os agentes biológicos dessa classe apresentam risco moderado. Eles provocam infecções e causam perigo aos colaboradores. No entanto, há baixa probabilidade de propagação. Exemplo: Schistosoma mansoni, Vírus da Febre Amarela, Clostridium tetani, herpes, Klebsiella pneumoniae, Fungos – Candida albicans, Parasitas -Plasmodium, Schistosoma, Staphylococcus aureus e Vírus – EBV.

Classe de risco 3

Agentes biológicos dessa classe trazem riscos altos para as pessoas, causando graves doenças. Além disso, as doenças podem se propagar no coletivo, mesmo com medidas eficazes de tratamento e profilaxia. Exemplos:

Vírus – HTLV 1 e 2, Encefalite, hepatites B e C, HIV, dengue

febre amarela.

Bactérias – Brucella, Bacillus anthrax, Mycobacterium tuberculosis, Chlamydia psittaci.

Parasitas – Toxoplasma gondii, Trypanosoma cruzi, Echinococcus, Leishmania.

Fungos – Blastomyces dermatiolis, Histoplasma.

Classe de risco 4

São agentes biológicos que apresentam elevado risco tanto para os colaboradores. Além disso, tem alto nível de propagação. Não há medidas terapêuticas, profiláticas eficazes para combater as doenças causas por esses agentes. Exemplo: Vírus ebola e vírus marburg.

Independente da classe de risco, as doenças causadas pelos agentes biológicos são transmitidas por diferentes vias:

  •         Picadas de insetos
  •         Alimentação contaminada
  •         Via respiratória – respiração, pó
  •         Água contaminada
  •         Objetos contaminados – contato ou perfuração
  •         Contato com animais

Controle dos agentes biológicos

As empresas devem adotar algumas táticas para controlar e reduzir o risco de exposição aos agentes biológicos. Conheça as 5 principais:

  1. Controle de Engenharia
  2. Equipamento de proteção individual
  3. Redução na fonte
  4. Práticas no trabalho
  5. Programa de imunização

Controle de engenharia

São sistemas mecânicos ou físicas que servem para eliminar as fontes de perigo como autoclaves, gabinetes de biossegurança e agulhas auto cobertas.

Equipamento de proteção individual

Os Equipamentos de proteção individual, os chamados EPIs devem ser utilizados de forma rotineira para proteger pele, olhos, mãos, boca e mucosas.

Os EPIs devem ser apropriados para cada tipo de função ou atividade que o colaborador está desempenhando. Eles devem ser guardados corretamente e estar livre de imperfeições. Os principais EPIs são: máscaras, luvas, botas, aventais impermeáveis, capacetes, óculos, etc.

Redução na fonte

Para reduzir os riscos aos agentes biológicos, é preciso adotar medidas práticas para diminuir a geração de resíduos. Confira algumas:

Os materiais contaminados devem ser depositados em recipientes identificados e adequados.

Os materiais infecciosos, frações perigosas de resto de resíduos, corto-punzante devem ser separados.

Práticas no trabalho

Os riscos de exposição aos agentes biológicos podem ser reduzidos com algumas práticas no trabalho:

Pinçamento com objetos corto-punçantes (agulhas hipodérmicas, lâminas de bisturi, agulhas de suturas) ou agulhas – Devem ser guardados em recipientes rígidos, herméticos e descartáveis à prova de perfurações. Após o uso, devem ser descartadas em um recipiente identificado com perigo, material infeccioso e ser levado para incineração.

Lavagem das mãos – A lavagem das mãos deve ser rigorosa, principalmente de um procedimento que pode haver contaminação de fluído corporal ou sangue. Cada vez que o colaborador deve retirar a luvas, precisa lavar as mãos com sabão. A lavagem das mãos reduz os riscos de contaminação.  

Ferida com material contaminado – Caso o colaborador seja ferido com material contaminado, a empresa deverá tomar as seguintes medidas:

  •         Lavar o local intensamente com água e sabão;
  •         Reportar o incidente ou acidente;
  •         Controlar a hemorragia;
  •         Encaminhar para hospital mais próximo.

Programa de imunização

As empresas devem investir em programas de imunização. Segue o esquema de vacinação para um adulto:

Febre amarela – uma dose a cada 10 anos

Varicela – dose única

Antitetânica – 5 doses em 0, 1, 2, 6, 12 meses.

Antigripal – anual

Hepatitis A – 2 doses em 0 e 6 meses depois.

Hepatitis B – 3 doses em 0, 1 e 6 meses depois.

Além disso, é imprescindível elaborar um plano de ação com medidas de proteção e higiene individual e coletiva. A começar por análise de agentes biológicos frequentemente para reduzir os riscos. É importante que a empresa se mantenha dentro das normas regulamentadoras para evitar multas e até fechamento do estabelecimento.

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