Conheça as etapas da análise e tratamento de efluentes hospitalares
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abril 25, 2019
Análise de efluentes industriais, cuidados fundamentais a serem tomados
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Como é feita a análise físico-química de efluentes

O processo do setor industrial resultou no crescimento da utilização de água e novos materiais nos últimos anos. Esse consumo é indispensável para otimização de processos, bem como na formação de uma grande quantidade de resíduos. Por isso, a análise físico-química de efluentes é fundamental.

Mesmo que essa evolução tenha sido essencial para uma considerável melhoria no estilo de vida no Brasil, está ligado com a poluição hídrica.

Isso porque a poluição hídrica se refere a qualquer oscilação física, química ou biológica da estrutura de um corpo hídrico.

Causando, assim, a perda da qualidade aquática para a preservação tanto da vida animal quanto vegetal.

Uma quantia gigantesca de despejos de industriais é eliminada todos os dias em corpos de água. O problema é que cada possui condições totalmente diferentes e variáveis.

Os dejetos oriundos dos locais de processamento industrial, que resultam na poluição, por itens desenvolvidos ou usados nos processos, recebem o nome de efluentes líquidos industriais.

Apesar disto, a norma brasileira 9800/1987 estipula as condições satisfatórias para a análise físico-química de efluentes.

Em função disto, catalogar os efluentes oriundos das indústrias e analisar a sua influência na natureza é uma exigência bem recente.

Isso porque por muito tempo não houve severidade nos requisitos e padrões de lançamento destes elementos em corpos de água.

Recentemente, os empreendimentos receberam a responsabilidade pela classificação de seus efluentes que são jogados na natureza.

Esse dever legal fez com que passassem a realizar análise físico-química de efluentes e tratamento correto antes de lançar no ambiente.

Como é realizada a análise físico-química de efluentes no Brasil?

Com o intuito de garantir os recursos hídricos, representantes de dezenas de países definiram quesitos e indicadores de qualidade aquática.

Desta maneira, os efluentes necessitam se submeter a algumas medidas que estão na legislação ambiental.

A análise físico-química de efluentes é uma destas exigências.  

No território nacional, a resolução N° 430/2011 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) trata das condições do encaminhamento destes efluentes ao meio ambiente. Por isso, as estações de tratamento de efluentes (ETE) contam com inúmeros processos e fases para efetuar tudo adequadamente.

Afinal, se refere à análise físico-química de efluentes, bem como ao tratamento destes resíduos. Essas ações são programadas conforme a carga poluidora dos efluentes.

É importante lembrar que esses tratamentos podem ser considerados como físicos, químicos e biológicos. De modo que para assegurar a eficácia destas unidades são executados ensaios de caracterização. Ou seja, testes com amostras colhidas antes e posteriormente das etapas de tratamento.

Em função de uma análise físico-química de efluentes, dá para distribuir algumas características aos efluentes. Esses fatores tendem a facilitar e até aprimorar os processos destinados a limpeza dos resíduos antes de voltar ao contato com a natureza.

Essas características são:

  • O pH;
  • A turbidez;
  • A temperatura;
  • O material sedimentável;
  • Os sólidos em suspensão;
  •  A demanda química de oxigênio;
  • A demanda bioquímica de oxigênio.

Vale salientar que os dados obtidos a partir da análise físico-química de efluentes fazem com que seja possível administrar o efluente. Visando o despejo em corpos de água com muito mais prudência, segurança e qualidade.

Com que frequência deve-se realizar a análise físico-química de efluentes?

A regularidade deve ser estabelecida pelos órgãos de fiscalização a partir das licenças liberadas. Estipulando, assim, o período de realização destas avaliações, além das condições que necessitam ser respeitadas.

A ação necessita ser realizada tanto na parte coletora quanto no manancial.

 

Quais parâmetros devem ser incluídos nas análises dos efluentes?

As condições usadas na análise físico-química de efluentes são definidas conforme a legislação em vigor no Brasil. Mas também é preciso seguir as restrições de cada uma delas rigorosamente. Geralmente, os parâmetros estão de acordo com determinação do CONAMA, oficializada no dia 13 de maio de 2011.

É importante ressaltar que os despejos também podem variar conforme as regras definidas em cada unidade federativa. Por exemplo, o estado de São Paulo determina algumas particularidades para a análise físico-química de efluentes.

Isso porque a análise é mais abrangente e deve incluir ainda os elementos solúveis em hexano, o arsênio, o bário, o chumbo, o cianeto, o cobre, os fluoretos, mercúrio, a prata, o selênio, o níquel e muitos outros.

Por causa disto, a análise precisa ser realizada para descobrir cada elemento lançado no meio ambiente.

Cada vez mais a preocupação ambiental tem sido reconhecida tanto pela população quanto pelo mercado nacional.

Esse zelo se amplia em função da utilização irresponsável dos fatores naturais.

O desmazelo com recursos finitos já está apresentando taxas cada vez mais preocupantes de poluição e depredação.

Além disso, o descuidado da legislação pode gerar penalizações e multas aos respectivos empreendimentos.

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