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Análise de cloro livre em água, parâmetros, periodicidade e laboratório certificado
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O abastecimento de água, tanto em qualidade quanto em quantidade é uma preocupação mundial. A deterioração dos mananciais e a escassez dos recursos hídricos são alvo de estudos dos principais órgãos internacionais, pois segundo a Declaração Universal dos Direitos do Homem, o direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano. Por isso, saber como medir a qualidade da água é fundamental para todas as populações. 

No Brasil, o problema com a qualidade da água, por muito tempo, foi deixado de lado pelos órgãos governamentais. E por muitos anos, as ações de vigilância e controle da qualidade da água foram postas em segundo plano. Os processos de produção agrícola, industrialização e urbanização não levaram em conta a capacidade do ecossistema. Isso agravou a qualidade da água nos sistemas de distribuição e nos mananciais de abastecimento. 

Leis que regulamentam a qualidade da água no Brasil

A partir dos anos 90, a preocupação com a qualidade da água se ampliou e diversas legislações foram elaboradas. Confira as principais:

  • Resolução nº 357/2005 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estabelece a classificação e a proteção das águas dos mananciais. 
  • Portaria 5/2017 do Ministério da Saúde consolida as normas referente ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano.

De acordo com o art.3 da Portaria de Consolidação 5/2017, “Toda água destinada ao consumo humano, distribuída coletivamente por meio de sistema ou solução alternativa coletiva de abastecimento de água, deve ser objeto de controle e vigilância da qualidade da água”. Essa legislação regulamenta os padrões e parâmetros de qualidade da água no Brasil. 

  • Resolução CONAMA 396- Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas e dá outras providências.

A importância de medir a qualidade da água no Brasil

A água pode transmitir diversas doenças. Essa transmissão está diretamente relacionada à qualidade de água, sua ingestão e hábitos insatisfatórios de higiene devido a quantidade insuficiente de água. Os sistemas de abastecimento de água em todo país têm por objetivo proteger as pessoas contra riscos à saúde. 

Medir a qualidade da água no Brasil, além da quantidade e a regularidade do fornecimento são fatores fundamentais impedir doenças. 

O controle e a vigilância da qualidade da água realizados por meio dos órgãos de saúde e meio ambiente garantem a proteção à saúde dos consumidores.

Muitos fatores podem causar contaminação na água. Confira as seguintes situações de risco:

  • Pressão negativa na tubulação e entrada de agente contaminante no interior
  • Rompimento de adutoras e redes
  • Descarga de agentes contaminantes em mananciais.
  • Problemas de manutenção e operacionais na estação de tratamento.
  • Contaminação por agentes nos reservatórios.
  • Lançamento clandestino de efluentes nos mananciais.
  • Falta de manutenção na rede de distribuição.
  • Lavagem incorreta dos filtros, produtos químicos adulterados, equipamentos danificados, manuseio incorreto de produtos químicos que resultem em distribuir água não potável. 

Portanto, é fundamental medir a qualidade da água constantemente para agir de forma antecipada a qualquer tipo de problema que viole os padrões de potabilidade da água que são determinadas em análises laboratoriais. 

 

Origem da poluição das águas

No Brasil, a poluição das águas tem origem em diferentes fontes. As que mais se destacam são: 

Cada fonte conta com características e poluentes próprios e estão associados a ocupação e uso do solo. Os esgotos domésticos possuem vários compostos orgânicos como bactérias, nutrientes e biodegradáveis. Já as indústrias lançam nos corpos de água, diferentes tipos de compostos químicos. 

 

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Quando ocorrem as chuvas na cidade, materiais acumulados em bueiros, valas e demais superfícies do solo são arrastados pelas águas pluviais diretamente para cursos de água superficiais. Isso constitui uma fonte de poluição.

Já a carga agrícola depende das práticas realizadas e da preparação do terreno para o plantio, uso de defensivos agrícolas, aplicação de fertilizantes e colheita. No período das chuvas em áreas rurais, há contaminação proveniente da erosão dos solos. 

 

Parâmetros de qualidade de água

O anexo XX da Portaria nº 5/2017 do Ministério da Saúde define os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, que são distribuídas de forma coletiva por meio dos sistemas de abastecimento.

Para realização desse controle e vigilância, os laboratórios devem ser capazes de identificar os parâmetros físicos, químicos, biológicos, ecotoxicológicos, hidrobiológicos e microbiológicos. 

Esses parâmetros funcionam como indicadores da qualidade da água e podem indicar impurezas, poluição e contaminação quando os valores estão superiores aos estabelecidos em lei. 

Os principais parâmetros de qualidade de água são:

Parâmetros físicos

As análises da qualidade de água focam na identificação dos parâmetros físicos, que de forma indireta, mede a concentração de sólidos dissolvidos ou suspensos na água. Os principais parâmetros físicos são:

Condutividade elétrica – É o poder da água conduzir corrente elétrica. Quanto menor a quantidade de íons dissolvidos na água, menor será a condutividade elétrica. 

Cor – Identifica a existência de substâncias como manganês, ferro, decomposição de materiais orgânicos, algas e esgotos. Para o padrão de potabilidade, a intensidade da cor deve ser inferior a 15 unidades. 

 

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Odor e Sabor – Mensura o excesso da presença de bactérias, fungos, algas, vegetação em decomposição, gases, esgotos. O padrão de potabilidade: água inodora por completo.

Sólidos dissolvidos – resíduos que passam através do filtro de asbesto.

Temperatura – Mensura a intensidade de calor na água, que pode variar em função da energia solar, águas de resfriamento de equipamentos e despejos industriais.

Turbidez – é a presença de materiais em suspensão como silte, argila e outras partículas e substâncias orgânicas. O padrão de potabilidade é a turbidez inferior a 1 unidade. 

 

Parâmetros químicos

A identificação dos parâmetros químicos na água também é realizada por meio de análises laboratoriais e mensura se a concentração desses competentes químicas estão dentro dos parâmetros regulamentados no Anexo XX da Portaria 5/2017.

Confira os principais parâmetros químicos:

 

Bário – Oriundo das atividades industriais, o bário tem dose fatal de 550 a 600mg. Em geral, ele pode provocar aumento da pressão arterial, constrição dos vasos sanguíneos e muito mais. O padrão de potabilidade do bário na água é de 0,7 mg/L.

Cádmio – A presença do cádmio nas águas se origina dos efluentes industriais. A alta concentração do cádmio provoca problemas nos rins, no pâncreas, no fígado e na tireoide. O padrão de potabilidade previsto em lei é de 0,005 mg/L.

Chumbo – O chumbo e seus competentes aparecem na água devido a descarga de efluentes industriais. O excesso desse composto químico pode causar dor de cabeça, irritabilidade, tontura, perda de memória e outros problemas no sistema nervoso central. O padrão de potabilidade do chumbo na água tem como valor máximo de 0,01 mg/L.

Dureza – Indica a presença de metais bivalentes, sais alcalinos terrosos como magnésio e cálcio. A classificação referente a dureza (CaC03), é feito da seguinte forma:

  • Água mole – menor que 50 mg/L CaC03
  • Água com dureza moderada – De 50 e 150 mg/L CaC03
  • Água dura – De 150 e 300 mg/L CaC03
  • Água muito dura – Maior que 300 mg/L CaC03

Ferro e manganês – Promove uma coloração em tons de vermelho ou marrom, por causa do ferro e manganês, respectivamente. Além disso, a água fica com sabor metálico e causa maus odores, caso estejam acima dos padrões estabelecidos. 

A concentração limite do ferro no padrão de potabilidade é de 0,3 mg/L. Em alta concentração pode causar até câncer. 

Já a concentração limite do manganês é de 0,1 mg/l.

Mercúrio – A alta concentração de mercúrio nas águas pode causar graves lesões neurológicas e até morte. O padrão de potabilidade do mercúrio é de no máximo 0,001 mg/L.

pH – é o potencial hidrogeniônico e equivale o equilíbrio entre íons OH e H+, variando entre 1 a 14. Confira as indicações:

  • água ácida e corrosiva – pH menor que 7
  • água neutra – pH igual a 7
  • água alcalina – pH maior que 7. 

Além desses, há outros elementos químicos que são analisados, tais como: cloretos, fluoretos, fenóis, prata, cobre, potássio, zinco, sódio, surfactantes, cromo, níquel e cianetos. 

 

Parâmetros Biológicos

A análise conforme os parâmetros biológicos é fundamental para medir a qualidade da água, pois a diversidade e o número de microrganismos patogênicos presentes na água são muito elevados. 

Os principais indicadores são algas, vírus, cistos de protozoários e bactérias do grupo coliforme. 

Os coliformes indicam a presença de microrganismos patogênicos na água, presentes nas fezes humanas. A existência deles na água indica que a mesma recebeu os esgotos domésticos, podendo causar doenças. 

 

Parâmetros microbiológicos

Os parâmetros microbiológicos são:

Coliformes termotolerantes – São bactérias dos gêneros Enterobactéria, Erwenia, Escherichia, Klebsiella e Serratia e se reproduzem acima de 44,5ºC. A alta presença dessas bactérias causa febre paratifoide, cólera, desinteria bacilar e febre tifoide. 

Cryptosporidium sp e Giardia sp – Muitas doenças parasitárias são causadas pela Giardia lamblia e Cryptosporidium parvum. O limite máximo é de 10 cistos por litro de água bruta.

 

Quando medir a qualidade de água 

 

A Portaria 5/2017 regulamenta as obrigações referentes ao monitoramento dos parâmetros. Conforme o art. 13 da Portaria, é da competência dos sistemas de abastecimentos de água para consumo humano, as seguintes atividades:

  • Análise de água, via laboratório, em amostrar de várias partes do sistema.
  • Controle operacional dos pontos de distribuição, reservatório, tratamento, adução e captação. 
  • Garantia da manutenção e da operação das instalações de abastecimento conforme normas da ABNT.
  • Controle da qualidade da água. 

 

A periodicidade das análises de água, de acordo com a portaria 5/2017, anexo XX é este:

 

Laboprime, 8 anos de referência

Há 8 anos, o Laboprime realiza diversos tipos de análise: solo, ar, efluentes, alimentos e água. A empresa conta com profissionais altamente qualificados e com uma estrutura de alto nível. 

Em relação as análises de água, o Laboprime realiza amostragem e análises físicas, bacteriológicas, químicas, microbiológicas, ecotoxicológicas em águas tratadas, subterrâneas e superficiais. 

De acordo com a Seção V do Anexo XX da Portaria 5/2017, as metodologias de análise utilizadas pelos laboratórios devem se ater as seguintes normais nacionais e internacionais:

 

  • Metodologias da OMS – Organização Mundial da Saúde. 
  • Normas da ISSO – Internacional Standartization Organization.
  • Normas da USEPA – United States Environmental Protection Agency.
  • Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater, das seguintes instituições: WEF (Water Envrionment Federation) e APHA (American Public Health Association).

A Laboprime está em conformidade com a norma ISSO/IEC 17.025.2017 e possui diversas certificações da ANVISA, IMA (Instituto do Meio Ambiente) e IAP (Instituto Ambiental do Paraná, para as análises de águas e efluentes industriais.

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