A qualidade das águas e sua relação com as ações antrópicas
junho 2, 2021
Microplásticos no meio ambiente: uma emergente e preocupante classe de contaminação antrópica
julho 5, 2021

A manutenção das condições mínimas de qualidade da água é uma preocupação constante da sociedade civil e dos órgãos ambientais competentes. A contaminação de águas por compostos orgânicos do petróleo é uma problemática que gera impactos adversos nos ecossistemas e na saúde humana. A contaminação por este poluente é proveniente majoritariamente de derramamentos acidentais, despejo de resíduos de atividades industriais, descargas de resíduos das atividades urbanas e vazamentos de fontes naturais.

A toxicidade dos componentes do petróleo varia de acordo com a sua composição química. Os hidrocarbonetos aromáticos são conhecidos por serem os componentes mais tóxicos. Neste grupo, se destacam os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) e os hidrocarbonetos monoaromáticos como o benzeno, o tolueno, o etilbenzeno e o xileno, conhecidos pela sigla BTEX. A exposição prolongada mesmo a baixos níveis destes compostos pode ser problemática aos seres vivos, pois estes poluentes apresentam potenciais de mutagenicidade, carcinogenicidade e bioacumulação.

Os hidrocarbonetos de cadeias carbônicas grandes possuem maior solubilidade em água e são menos voláteis do que os de cadeias pequenas. Essas características físicas fazem com que estes compostos de maior massa molar sejam mais persistentes no meio ambiente. Nesta categoria, se destacam os hidrocarbonetos aromáticos, os quais são de grande preocupação ambiental pela alta toxidade e persistência que apresentam

Devido à elevada toxicidade dos hidrocarbonetos aromáticos para os seres humanos e a vida aquática, foram impostos regulamentos a fim de limitar a concentração desses compostos em efluentes, visando garantir seu descarte seguro e desta forma gerar menor risco de danos aos seres vivos. Os HPA e o BTEX, são compostos nocivos ao meio ambiente e necessitam serem removidos de efluentes antes do descarte, para que se enquadrem nas normas ambientais.

No Brasil, os limites toleráveis destes compostos estão estabelecidos pela resolução n⁰ 430 do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Esta resolução dispõe sobre as condições, padrões e diretrizes para o gerenciamento do lançamento de efluentes em corpos de águas receptores, complementando e modificando parcialmente a resolução n⁰ 357.

A resolução n⁰ 430 é aplicada quando for verificada a inexistência de legislação ou de normas específicas, disposição do órgão ambiental competente, bem como diretrizes da operadora dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto sanitário, com relação ao lançamento indireto de efluentes no corpo receptor. O limite máximo estabelecido para o descarte de óleos minerais totais lançados diretamente em corpos hídricos é de 20 mg L-1 .

Além da resolução n⁰ 430, existe outra resolução que regula o descarte de compostos orgânicos de petróleo em água. A resolução n⁰ 393 dispõe sobre o descarte contínuo de água de processo de produção em plataformas marítimas de petróleo e gás natural. Nesta resolução, os valores de concentração média de óleos e graxas estipuladas no descarte da água produzida são de no máximo 42 mg L-1 diário e de até 29 mg L-1 mensal.

A Laboprime está preparada e equipada para realizar os ensaios de quantificação de contaminantes oriundos do petróleo em diversas matrizes ambientais. Venha conhecer nossos serviços e se atente para essa crescente classe de contaminação ambiental.

 

Área de Clientes
Fale conosco!
Precisa de ajuda? Fale conosco!
Olá! Posso te ajudar?
× Fale conosco pelo WhatsApp